Priapismo - Tratamento da Ereção Prolongada e Dolorosa - Clínica Mattos Urologista SP

ATENÇÃO

Desejamos a Todos Boas Festas

estaremos em recesso do dia 15/12 a 05/01

-->
Priapismo

Priapismo – Causas e Tratamento da Ereção Prolongada e Dolorosa

Publicado: 5 de dezembro de 2025

Artigos Desordem Sexual

Dr. Mário Henrique Elias De Mattos

Urologista
Dr. Mário Henrique Elias De Mattos
CRM - 94732


A ereção é um processo natural e saudável, resultado da combinação entre estímulos nervosos, hormonais e circulatórios. Mas quando ela ocorre de forma prolongada e dolorosa, sem estar relacionada ao desejo sexual, pode se tratar de uma emergência médica chamada priapismo.

O priapismo é uma condição rara, mas que exige atendimento imediato, pois, se não tratada rapidamente, pode causar danos permanentes ao tecido peniano e disfunção erétil. Continue a leitura deste artigo e entenda melhor o que é o priapismo, suas principais causas, seus tipos e as opções de tratamento disponíveis.

O Priapismo

Originado do deus grego Priapus, conhecido como o deus da produtividade e fertilidade das plantações, o Priapismo é uma condição que, independentemente de ter ou não estímulos sexuais, provoca a ereção peniana sustentada por mais de 4 horas.

Essa ereção prolongada é provocada pela alteração no fluxo sanguíneo no pênis, sendo, muitas vezes, acompanhada por forte dor e falta de desejo sexual. A condição, geralmente, tem início durante a noite. Pode ser classificada em dois tipos distintos.

Embora seja mais comum em adultos, o priapismo também pode ocorrer em adolescentes e crianças, especialmente em casos relacionados a doenças hematológicas, como a anemia falciforme.

Tipos de Priapismo

Infertilidade Ou Disfunção Erétil?
Reserve a sua Consulta Hoje com Urologista.

O priapismo é classificado em dois tipos principais, que exigem abordagens diferentes:

Priapismo Isquêmico (ou de Baixo Fluxo)

É o tipo mais comum e o mais perigoso. Ocorre quando o sangue fica preso dentro dos corpos cavernosos do pênis, sem circulação adequada. Essa falta de oxigenação causa dor intensa e risco de necrose do tecido peniano.

Os principais sintomas incluem:

  • Ereção dolorosa e rígida que dura mais de 4 horas;
  • Ponta do pênis (glande) mais flácida;
  • Sensação de pressão e desconforto crescente.

Esse tipo requer tratamento de urgência, pois a falta de oxigênio pode causar danos irreversíveis em poucas horas.

Priapismo Não Isquêmico (ou de Alto Fluxo)

Esse tipo é mais raro e, geralmente, não é doloroso. Ocorre quando há um fluxo excessivo de sangue arterial para o pênis, geralmente após traumas ou lesões nos vasos sanguíneos da região genital.

Os principais sintomas incluem:

  • Ereção prolongada, porém menos rígida;
  • Ausência de dor intensa;
  • Pode melhorar e retornar espontaneamente.

Embora menos grave, o priapismo não isquêmico também requer avaliação médica, especialmente se o episódio se repetir.

Causas do Priapismo

As causas do priapismo variam de acordo com o tipo, mas, de forma geral, envolvem alterações no sangue, uso de medicamentos ou traumas locais. Entre as principais estão:

Doenças Hematológicas

  • Anemia falciforme: é a principal causa em crianças e adolescentes. As células vermelhas deformadas bloqueiam o fluxo sanguíneo no pênis;
  • Leucemia e talassemia: também podem aumentar a viscosidade do sangue e favorecer o priapismo.

Medicamentos

Alguns remédios usados para tratar disfunção erétil, depressão ou hipertensão podem causar ereção prolongada, especialmente quando usados de forma incorreta. Entre eles:

  • Injeções intracavernosas;
  • Antidepressivos;
  • Anticoagulantes;
  • Antipsicóticos.

Traumas ou Lesões

Golpes na região genital, pelve ou períneo podem causar lesões vasculares, resultando em entrada contínua de sangue arterial no pênis (priapismo de alto fluxo).

Abuso de Substâncias

O uso de drogas ilícitas, como cocaína e ecstasy, também pode estar relacionado aos episódios de priapismo.

Causas Idiopáticas

Em cerca de 30% dos casos não é possível identificar a causa exata, sendo chamados de priapismos idiopáticos.

Diagnóstico e Tratamento

Quadros de priapismo apresentam um conjunto extenso de sintomas. Seus sinais são basicamente a ereção prolongada, independentemente de existir excitação sexual ou não. Podendo chegar a 6 ou 8 horas de duração. Em casos isquêmicos que correspondem a 95% dos casos de priapismo, a ereção vem acompanhada de forte dor no órgão.

O diagnóstico é feito pelo urologista, com base no histórico do paciente e em exames físicos e laboratoriais. Entre os exames mais utilizados estão:

  • Gasometria do sangue cavernoso: avalia o nível de oxigenação para identificar se o priapismo é isquêmico ou não isquêmico;
  • Ultrassom Doppler peniano: analisa o fluxo sanguíneo e as possíveis lesões vasculares;
  • Hemograma e testes hematológicos: para investigar doenças do sangue.

O diagnóstico rápido é essencial, pois quanto mais tempo o sangue permanecer preso no pênis, maior o risco de complicações.

Com o diagnóstico fechado, o tratamento irá depender do tipo e da gravidade do quadro, mas o objetivo é sempre restaurar o fluxo sanguíneo normal e aliviar a dor.

Tratamento do Priapismo Isquêmico

  • Aspiração do sangue: o médico retira o sangue preso no pênis com uma agulha fina para aliviar a pressão;
  • Lavagem com soluções medicamentosas: ajuda a desobstruir o fluxo e restaurar a circulação;
  • Injeção de medicamentos vasoconstritores: usados para contrair os vasos e facilitar a drenagem do sangue;
  • Cirurgia (derivação): em casos graves, cria-se um canal alternativo para o sangue circular novamente.

Tratamento do Priapismo Não Isquêmico

Esses casos, geralmente, não requerem intervenção imediata. O médico pode adotar conduta de observação, compressas frias ou tratamento do vaso lesionado por embolização (bloqueio seletivo da artéria afetada).

Complicações, Prognósticos e Prevenção

O priapismo isquêmico pode causar fibrose nos corpos cavernosos, resultando em disfunção erétil permanente. Por isso, cada hora conta: quanto mais rápido o tratamento, maior a chance de preservação da função sexual.

Algumas medidas podem reduzir o risco de priapismo, como:

  • Evitar o uso indevido de medicamentos para ereção;
  • Tratar doenças hematológicas sob orientação médica;
  • Controlar o uso de álcool e drogas recreativas.

Mesmo após o tratamento, é fundamental acompanhar com o urologista para avaliar possíveis sequelas e prevenir novos episódios, especialmente em pacientes com doenças crônicas.

Reconhecer os sinais precoces e buscar ajuda rapidamente é essencial para evitar danos permanentes à função erétil. Ao menor sinal de priapismo, procure seu urologista de confiança.

Mais informações sobre este assunto na Internet:

Artigo Publicado em: 29 de maio de 2020 e Atualizado em: 5 de dezembro de 2025

Confira outros Artigos...

INFORME LEGAL

Dr Marcus Mattos e Dr Mário Mattos são pessoalmente responsáveis pela produção, edição, adaptação e curadoria dos textos presentes neste site, além de sua manutenção financeira. Este site é orientado ao público leigo. As informações contidas na homepage têm caráter informativo e educacional. O seu conteúdo jamais deverá ser utilizado para autodiagnóstico, autotratamento e automedicação. Em caso de dúvida, o médico deverá ser consultado, pois, somente ele está habilitado para praticar o ato médico. Política de Privacidade/Cookies Missão do Site: Prover Soluções cada vez mais completas de forma facilitada para a gestão da saúde e o bem-estar das pessoas, com excelência, humanidade e sustentabilidade. Política de Banners: Não temos publicidade e não fazemos trocas de Banner ou Display

CLÍNICA MATTOS

© Copyright | Hospedado e monitorado IT9 - ABCtudo Todos os direitos reservados.