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Diabéticos e Tratamentos para Desordens Sexuais

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A disfunção erétil é o problema sexual mais temido pelos homens, e este pode ter muito a ver com a diabetes, uma doença séria caracterizada pelo aumento de glicose no sangue, conhecida também como hiperglicemia. As duas doenças parecem ser bem distantes uma da outra, mas cerca de 50% dos pacientes diabéticos podem ser acometidos também pela impotência sexual.

Continue a leitura deste artigo para saber o que os dois problemas de saúde têm em comum, assim como o tratamento e sua importância.

Diabéticos e Tratamentos para Desordens Sexuais

Diabetes é uma doença que caracteriza-se pelo aumento da taxa de glicose na corrente sanguínea, causada por defeitos na produção ou excreção hormonal da insulina fabricada pelo pâncreas.

O diabetes pode ser dividido em tipos distintos, sendo os mais comuns o tipo 1 e o tipo 2. A tipo1 geralmente tem o diagnóstico na infância ou adolescência, o organismo diminui ou para de produzir a insulina dificultando o consumo da glicose como fonte de energia. O tipo 2 geralmente acontece no adulto com predisposição genética associado a obesidade e sedentarismo, essas pessoas apresentam maior resistência a ação da insulina o que também resulta em maiores taxas de glicose no sangue. Alguns dos sintomas presentes podem ser a sede excessiva, aumento da fome, maior produção de urina, cansaço, emagrecimento, alterações visuais e piora do padrão de ereção.

O Que é a Disfunção Erétil?

A disfunção erétil ou impotência sexual, é a incapacidade em obter ou manter uma ereção rígida o suficiente para a satisfação durante o ato sexual. Caso os episódios em que o pênis não fica ereto o suficiente ocorram de maneira esporádica ou isolada, não pode ser caracterizado como disfunção erétil. Se a dificuldade persistir seguidamente, em várias relações sexuais, possivelmente se trata de um caso de Disfunção Erétil.

Relação Diabetes X Disfunção Erétil

Homens diabéticos têm três vezes mais propensão a sofrer com problemas de disfunção erétil, desenvolvendo-a cerca de 5 a 10 anos mais cedo que aqueles homens que não apresentam diabetes.

Existem 3 fatores de risco principais para que o diabetes seja favorável ao aparecimento da impotência sexual e outros distúrbios no sistema eretor que podem afetar o homem, sendo elas:

  • Neuropatias: danos neurológicos do nervo peniano que podem dificultar o recebimento de estímulos sexuais;
  • Piora da Aterosclerose: dificuldade na circulação sanguínea que pode afetar os vasos penianos (composta por vasos muito finos). Essa dificuldade na entrada e saída de sangue do pênis pode levar a dificuldade de enchimento pleno do pênis por sangue, comprometendo a qualidade da ereção;
  • Altas taxas de glicemia: podem prejudicar a produção de óxido nítrico, comprometendo diversos tecidos vasculares.

Boa parte dos diabéticos apresentam também outros problemas de saúde como hipertensão, colesterol alto, obesidade e aumento do triglicerideos, favorecendo o aparecimento de distúrbios sexuais.

Tratamentos para Desordens Sexuais em Homens Diabéticos

Diabetes mellitus (DM) e disfunção erétil (DE) são problemas de saúde comuns, com prevalência e incidência que aumentam com o avançar da idade. DM é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de DE. Pacientes diabéticos de longa data com controles irregulares dos níveis de açúcar no sangue geralmente precisam de medidas mais agressivas para que obtenham melhores resultados de ereção.

Diabéticos e Tratamentos para Desordens Sexuais

Um banco de dados foi consultado para identificar homens com DE, os quais foram acompanhados por 48 meses. Homens com dados incompletos de acompanhamento e aqueles com diagnóstico de DM após o diagnóstico de DE foram excluídos da análise. A taxa de indicação de terapias de segunda linha (drogas injetáveis) e de terceira linha (próteses penianas) foram comparadas entre homens com e sem DM pré-existente.

O risco de progressão para segunda e terceira linha de terapias associadas a DM foi avaliado por meio de regressão logística e análise de Kaplan-Meier. De 1 de Janeiro de 2002 a 31 dezembro de 2006, foram identificados 136.306 homens com DE. Neste grupo, 19.236 homens tinham DM precedendo o diagnóstico de DE. Homens com DM foram 50% mais propensos a receber tratamentos secundários durante o período de observação de 2 anos, e mais de duas vezes propensos a passar por uma cirurgia de prótese peniana.

Assim, observa-se que em uma grande base populacional de homens com disfunção erétil, aqueles com DM são mais propensos a exigir tratamentos mais agressivos. Estes dados sugerem que a DE entre os homens com diabetes pode ser menos sensível a tratamentos de primeira linha (agentes orais), piorar mais rapidamente, ou ambos.

Comentário: O DM é sem dúvida um dos maiores vilões relacionados à disfunção sexual erétil, e geralmente exige tratamentos mais agressivos, com doses maiores de medicação em fases ainda precoces de tratamento. O observado neste trabalho se assemelha muito ao que observamos em nossa prática diária: necessidade de maiores doses de medicação e migração mais precoce ao uso de drogas injetáveis intrapenianas e implante de próteses.

Artigo publicado em: 17/02/2019.

Artigo atualizado em: 24/05/2019.

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