A disfunção erétil após o tratamento do câncer é uma das principais preocupações de muitos homens que passaram por cirurgias, radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia. Embora vencer o câncer seja a prioridade, alterações na ereção, na libido e na vida sexual podem surgir durante ou após o tratamento, afetando a autoestima, os relacionamentos e a qualidade de vida.
A boa notícia é que a impotência sexual após o câncer nem sempre é definitiva. Com diagnóstico adequado e acompanhamento urológico especializado, existem tratamentos modernos capazes de restaurar a função erétil e permitir que muitos pacientes retomem uma vida sexual satisfatória. Neste artigo, você entenderá porque alguns tratamentos contra o câncer podem provocar disfunção erétil, quais são os principais fatores envolvidos e quais recursos a Urologia moderna oferece para recuperar a saúde sexual.
Problemas Sexuais Após o Tratamento do Câncer
Indiscutivelmente, a disfunção erétil (DE) é o problema sexual mais comum que leva os homens a procurar ajuda profissional após o câncer.
No entanto, a disfunção erétil não é o único problema sexual. Muitos homens experimentam:
- Diminuição do desejo por sexo;
- Dificuldade em atingir o orgasmo;
- Diminuição do prazer no orgasmo;
- Orgasmos secos;
- Perda de urina no orgasmo.
Os homens tratados para neoplasias pélvicas também podem sentir dor durante a excitação sexual ou o orgasmo. O incômodo sexual ainda pode ocorrer juntamente com incontinência urinária ou intestinal.
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Alguns efeitos colaterais sexuais do tratamento do câncer desaparecerão em algumas semanas. Outros podem durar um ou dois anos após o tratamento, e alguns serão permanentes.
No entanto, é importante lembrar que nem todo homem com câncer terá efeitos colaterais sexuais. Seu médico pode discutir o nível de risco para o seu tipo específico de câncer e tratamento.
Por que Acontecem?
Quimioterapia, terapia hormonal, cirurgia e radiação podem causar efeitos sexuais adversos.
A quimioterapia e a terapia hormonal podem desempenhar um papel na DE. Muitas opções de quimioterapia e tratamento de câncer incluem terapia de privação de andrógeno ou testosterona.
A terapia de privação de andrógenos é comumente usada no tratamento do câncer de próstata. Boa parte dos homens que recebe este tratamento desenvolve DE. A perda da libido, geralmente, se desenvolve nas primeiras semanas, seguida pela DE. A recuperação da função erétil é possível após a descontinuação da terapia. No entanto, a recuperação pode demorar um pouco ou ser incompleta.
Alguns agentes quimioterápicos também podem interferir nos nervos e na vasculatura que controlam a ereção.
Os fatores adicionais que desempenham um papel importante no desenvolvimento de disfunções sexuais após o câncer incluem a idade do paciente e se já havia algum grau de DE antes de iniciar o tratamento do câncer.
O Tratamento do Câncer e a Função Sexual
Diversos tratamentos oncológicos podem interferir na função sexual masculina, principalmente quando envolvem órgãos da pelve ou estruturas próximas aos nervos e vasos sanguíneos responsáveis pela ereção.
A intensidade dessa alteração varia conforme fatores como:
Nem todos os pacientes desenvolverão disfunção erétil, mas conhecer esse risco permite iniciar medidas de prevenção e reabilitação, quando necessárias.
Tipos de Câncer Relacionados à Disfunção Erétil
Embora diferentes tipos de câncer possam afetar a saúde sexual, alguns apresentam maior associação devido à localização ou ao tratamento utilizado. Entre eles estão:
- Câncer de próstata;
- Câncer de bexiga;
- Câncer de reto;
- Câncer colorretal;
- Câncer de testículo;
- Alguns tumores pélvicos.
Nesses casos, a proximidade entre o tratamento e as estruturas responsáveis pela ereção aumenta a possibilidade de alterações temporárias ou permanentes.
Poucos Homens Buscam Ajuda Profissional
Infelizmente, apenas cerca de 20% dos homens com problemas sexuais relacionados ao câncer consultam um médico urologista. A exceção são os homens que se submetem à prostatectomia radical, porque os cirurgiões, geralmente, sugerem que eles tentem a reabilitação peniana para promover a recuperação das ereções.
Na maioria das vezes, o homem sobrevivente de câncer espera que sua equipe médica inicie discussões sobre problemas sexuais. Por outro lado, os profissionais de saúde acreditam que os pacientes abordarão o tema sexo se for importante.
Enquanto isso, os problemas sexuais estão entre as necessidades não atendidas em pacientes sobreviventes de câncer.
Como Recuperar a Saúde Sexual Após o Câncer
Embora a disfunção sexual após o câncer, normalmente, tenha uma causa fisiológica, a reabilitação requer uma boa comunicação sexual entre os parceiros, autoestima masculina suficiente para buscar a atividade sexual e disposição para buscar e proporcionar o máximo possível de prazer, mesmo se o pênis não for rígido o suficiente para o sexo com penetração.
Os resultados são melhores quando os cuidados médicos e psicológicos são coordenados. O acompanhamento deve começar cedo para prevenir a inatividade sexual e promover a reabilitação peniana.
Você percebeu mudanças na sua vida sexual após o tratamento do câncer? Agende uma consulta com seu médico urologista de confiança. Nossa equipe especializada em saúde sexual masculina pode realizar uma avaliação completa para identificar a causa da disfunção erétil e indicar o tratamento mais adequado para que recupere sua confiança e qualidade de vida.
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Publicado em: 25 de jun de 2021 / Atualizado em: 21 de ago de 2026