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Andropausa – Tudo que Você Precisa Saber

Fadiga frequente, acúmulo e aumento de gordura abdominal, quadros de disfunção erétil e perda de massa óssea são na maioria das vezes associados ao envelhecimento masculino, chegando a serem considerados “normais”. No entanto, todos esses sintomas podem fazer parte da Andropausa.

Caracterizada por uma série de sintomas decorrentes da baixa produção de testosterona, a condição pode acometer homens com mais de 50 anos. Continue a leitura deste artigo e saiba tudo o que você precisa sobre a Andropausa.

Andropausa

A Andropausa ou “DAEM” (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) decorre da diminuição da produção do hormônio testosterona pelos testículos, podendo ser caracterizada por uma série de sinais e sintomas típicos decorrentes desta baixa produção hormonal.

Estima-se que aproximadamente 30% dos homens acima dos 50 anos já apresentam esse problema. No entanto, diferentemente do que acontece com as mulheres, a andropausa não afeta completamente a função reprodutora masculina. Esse processo de baixo nível da testosterona pode ser revertido com o auxílio de medicamentos e mudanças de hábitos.

Causas da Diminuição de Produção da Testosterona

A testosterona é um dos hormônios mais importantes do sexo masculino. Esse hormônio é produzido pelas glândulas adrenais (cerca de 5% do total) e pelos testículos (cerca de 95% do total), e controla o desenvolvimento das características sexuais masculinas e as funções reprodutivas (desejo sexual, qualidade de ereção e amadurecimento de espermatozoides). Além disso, é reconhecido seu papel na saúde e bem estar físico e mental, como um todo.

A diminuição na produção hormonal testicular pode ser decorrente da falta de estímulos provenientes de determinadas regiões e glândulas cerebrais (região hipotalâmica e glândula hipófise) ou de uma falência testicular fisiológica, que faz parte do processo natural do envelhecimento (causa mais comum). Outras causas menos frequentes são: os tumores testiculares, a retirada cirúrgica dos testículos (geralmente após traumatismos ou por tumores), ou síndromes genéticas (como a Síndrome de Klinefelter).

Quando Suspeitar

Os sinais e sintomas são variados, podendo se estabelecer a qualquer momento durante o processo natural de envelhecimento, em especial após os 35 a 40 anos de idade. Sua intensidade é variável, bem como seu grau de impacto na qualidade de vida.

Os principais sintomas e sinais da Andropausa incluem a diminuição do interesse sexual, impotência sexual, queda no desempenho físico e mental, depressão, ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, ondas de calor, sudorese, sensação de frio e palpitações.

Observam-se ainda redução no crescimento da barba e pêlos, pele seca e enrugada, perda de massa muscular, acúmulo de gordura na região abdominal, anemia e osteoporose (com maior tendência a fraturas).

Confirmando o Diagnóstico

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Para diagnosticar corretamente a andropausa, após o paciente apresentar suas queixas, os médicos solicitam um exame que calcula a concentração de testosterona no sangue, onde a partir dele será estabelecido um diagnóstico para o seu quadro.

Apesar de ser um exame bem específico, é recomendado passar por outros tipos de testes, para descartar outras possíveis causas de testosterona baixa, como a dosagem dos hormônios estimuladores dos testículos conhecidos como gonadotrofinas, assim como hormônios relacionados à função da tireoide. Quando descartadas, o diagnóstico de andropausa será confirmado.

O Tratamento

O homem deve procurar ajuda médica para tratar a andropausa quando os sintomas repercutirem negativamente em sua qualidade de vida e quando os níveis de testosterona apresentam-se abaixo dos limites inferiores da normalidade.

As primeiras tentativas de tratamento foram feitas no passado com hormônios sintéticos na forma de comprimidos para uso oral. No entanto, hoje estão abandonados em razão de intensos e frequentes efeitos colaterais. Atualmente, o tratamento é baseado na administração de formas sintéticas de testosterona pelas seguintes vias:

  • Transdérmica (géis aplicados na pele);
    • Testosterona em forma de solução tópica: este gel deve ser aplicado exclusivamente na pele em região desprovida de pêlos, pela manhã, após o banho. A dose a ser aplicada, o período de tratamento e os exames de acompanhamento serão definidos pelo médico prescritor.
  • Intramuscular (injeções intramusculares).
    • Testosterona em Solução Injetável (nomes comerciaisl: Nebido – laboratório Bayer e Hormus – laboratório Eurofarma):
    • Cada ampola contém 4 ml (1000 mg) de solução injetável de undecilato de testosterona. A dose habitualmente indicada é de 1 ampola por aplicação. Recomenda-se um intervalo de 6 semanas entre a primeira e a segunda aplicação, dessa forma o equilíbrio é alcançado rapidamente. Para as aplicações seguintes, recomenda-se um intervalo que pode variar entre 10 e 14 semanas. As injeções devem ser aplicadas lentamente (aproximadamente 2 minutos) por via intramuscular, geralmente em região glútea.

Contraindicação do Tratamento

São contra-indicações absolutas para o tratamento da Andropausa:

  • Câncer de Próstata ou da Glândula Mamária (suspeito ou já confirmado);
  • Presença ou História de Tumores no Fígado;
  • Alergia ao undecilato de Testosterona ou Qualquer um de seus Componentes;
  • Níveis Sanguíneos Elevados de Cálcio, associados a tumores malignos.

O médico pode optar por evitar a reposição hormonal em homens portadores de condições como apneia do sono não tratada, obstrução urinária pelo aumento da próstata não tratada e tendência à trombose vascular.

Crianças e mulheres estão proibidas de receber este tipo de tratamento.

O Que Esperar do Tratamento

  • Ponto de Vista Sexual

Espera-se observar melhora no interesse e desejo sexual (libido) e na qualidade das ereções (estas devem ocorrer de modo mais rápido, serem mais rígidas e durarem por mais tempo).

  • Ponto de Vista Geral

Espera-se observar diversas mudanças. Por exemplo:

    • Melhora da qualidade do sono;
    • Diminuição da irritabilidade;
    • Renovação do ânimo e da vontade em exercer as atividades do dia-dia;
    • Aumento do poder de concentração e memorização;
    • Redução das crises de calor;
    • Melhora dos distúrbios de humor como depressão e ansiedade;
    • Melhora do controle dos distúrbios de glicemia (diabetes) e colesterol;
    • Prevenção de osteopenia e osteoporose;
    • Diminuição da gordura corporal;
    • Incremento da musculatura;
    • Garantia do bom funcionamento da medula (responsável pela produção de glóbulos brancos e vermelhos do organismo).

Para saber mais sobre a Andropausa, seus efeitos e meios de tratamento, bem como para obter um diagnóstico preciso, entre em contato com seu médico urologista de confiança.

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Artigo Publicado em: 17 de fevereiro de 2019 e Atualizado em: 01 de abril de 2022

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