Disfunção Erétil e Problemas no Coração. A disfunção erétil é uma condição que afeta milhões de homens ao redor do mundo. Apesar de ainda ser cercada de tabu, vai muito além de um problema exclusivamente sexual. Cada vez mais estudos mostram que a disfunção erétil pode ser um importante sinal de alerta para doenças cardíacas.
A ereção depende diretamente da saúde dos vasos sanguíneos. Por isso, alterações na circulação que afetam o coração frequentemente também impactam na função erétil. Continue a leitura deste artigo e entenda mais sobre como essa relação é essencial para o diagnóstico precoce de problemas cardiovasculares.
A Disfunção Erétil
Caracterizada pela dificuldade persistente em obter ou manter uma ereção rígida o suficiente para uma relação sexual satisfatória, a disfunção erétil é um problema que pode ser ocasional, mas quando se torna frequente ou contínuo, merece ser investigado. Suas principais causas são:
- Vasculares;
- Hormonais;
- Neurológicas;
- Psicológicas;
- Medicamentosa.
Entre essas, as causas vasculares são as mais comuns e as mais relacionadas às doenças do coração.
A Ereção e o Papel da Circulação
A ereção é um fenômeno vascular. Durante a excitação sexual, ocorre liberação de óxido nítrico, promovendo relaxamento das artérias penianas e aumento do fluxo sanguíneo para os corpos cavernosos.
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Qualquer condição que prejudique esse fluxo, como placas de gordura, rigidez arterial ou inflamação dos vasos, pode dificultar a ereção. O mesmo processo ocorre nas artérias coronárias, responsáveis por irrigar o coração.
Disfunção Erétil e Problemas no Coração
A conexão entre disfunção erétil e doenças cardiovasculares é direta. Ambas compartilham os mesmos fatores de risco e o mesmo mecanismo de dano vascular.
“Essa relação é estreita e explicada pelo fato de que tanto a disfunção erétil quanto o infarto compartilham os mesmos fatores de risco, entre os principais hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e estresse”, explica o professor de Urologia da FMABC, Dr. Mário Mattos, que detalha: “Vários estudos demonstraram o aparecimento da disfunção sexual erétil precedendo o infarto, em um período variando entre 2 e 5 anos. Ou seja, a relação entre Disfunção Erétil e Problemas no Coração é um marcador importante dessas comorbidades. Dessa forma, todos os homens que procuram o urologista com queixas de ereção também devem ser avaliados por um cardiologista”.
As artérias do pênis são menores do que as do coração. Por isso, alterações no fluxo sanguíneo costumam se manifestar primeiro como dificuldade de ereção, antes mesmo de sintomas cardíacos mais graves, como angina ou infarto.
Analisando Essa Relação
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a disfunção erétil ou impotência sexual pode ser definida como a incapacidade de ter ou manter a ereção peniana em cerca de 50% das tentativas de relação sexual satisfatória. Estimativas indicam que aproximadamente 45% dos brasileiros se queixam do problema. O grau de disfunção pode variar desde a redução parcial da rigidez peniana ou incapacidade de manter a ereção, até o extremo da ausência completa de ereção.
De acordo com o Centro de Referência da Saúde do Homem do Governo do Estado, 90% dos pacientes com disfunção erétil são sedentários. Praticar exercícios físicos regularmente é uma forma saudável e eficaz de melhorar o desempenho sexual, pois contribui com o condicionamento físico, com a circulação sanguínea e aumenta a resistência ao trabalhar as regiões do peito, ombros, braços e pernas, além de elevar a autoestima.
Principais Fatores de Risco em Comum
- Hipertensão arterial: a pressão alta danifica o revestimento interno dos vasos sanguíneos, reduzindo sua capacidade de dilatação;
- Diabetes: o excesso de glicose no sangue causa lesão vascular e neurológica, afetando diretamente a ereção;
- Colesterol elevado: o acúmulo de placas de gordura dificulta o fluxo sanguíneo tanto no pênis quanto no coração;
- Tabagismo: o cigarro acelera o processo de aterosclerose e reduz a produção de óxido nítrico;
- Obesidade e sedentarismo: estão associados à inflamação crônica, resistência à insulina e às alterações hormonais.
Disfunção Erétil Como Sinal de Alerta Precoce
Em muitos casos, a disfunção erétil surge anos antes de um evento cardiovascular importante. Por isso, ela deve ser encarada como um possível marcador precoce de doença cardíaca.
Homens com disfunção erétil, especialmente abaixo dos 60 anos, têm maior risco de desenvolver:
- Doença arterial coronariana;
- Infarto do miocárdio;
- Acidente vascular cerebral (AVC).
Medicamentos Cardíacos Podem Causar Disfunção Erétil?
Alguns medicamentos usados no tratamento de doenças cardiovasculares podem contribuir para a disfunção erétil, como:
- Certos betabloqueadores;
- Diuréticos;
- Alguns anti-hipertensivos.
No entanto, nunca se deve suspender a medicação por conta própria. Existem alternativas terapêuticas que podem ser ajustadas pelo médico.
Tratando a DE em Pacientes Com Problemas no Coração
Medicamentos para disfunção erétil são seguros quando prescritos corretamente. No entanto, pacientes que usam nitratos para doenças cardíacas em geral não devem utilizá-los, pois a combinação pode causar queda perigosa da pressão arterial.
Por isso, a avaliação conjunta entre urologista e cardiologista é fundamental. Homens com disfunção erétil devem ser avaliados de forma ampla, incluindo:
- Histórico clínico detalhado;
- Exames laboratoriais;
- Avaliação hormonal;
- Investigação de fatores de risco cardiovascular.
Essa abordagem permite tratar não apenas o sintoma, mas também prevenir complicações graves.
Implante Cirúrgico de Próteses
O tratamento mais comumente indicado para a disfunção erétil é o medicamentoso, associado ao acompanhamento psicológico. “Os implantes são indicados em situações especiais, quando as medicações orais não são eficientes. Atualmente, o procedimento é realizado através de uma incisão única de aproximadamente 3 centímetros, com baixos índices de complicação e rápido retorno à prática sexual.
Trata-se de uma solução definitiva para a disfunção sexual, com grande avanço tecnológico nos últimos anos. Os índices de satisfação referidos pelos pacientes que realizaram a cirurgia são bastante elevados e espera-se que no Brasil um número cada vez maior de homens seja submetido a esta intervenção”, prevê o professor da FMABC, que também é urologista do Hospital do Coração de São Paulo (HCor) e da Clínica Mattos Saúde do Homem.
Mudanças no Estilo de Vida Beneficiam o Coração e a Ereção
A boa notícia é que medidas simples podem melhorar tanto a saúde cardiovascular quanto a função erétil, como, por exemplo, a prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada, o controle do peso, controle da pressão, glicemia e colesterol, além do abandono do tabagismo.
Essas mudanças têm impacto direto na qualidade de vida e na saúde sexual. Buscar avaliação médica ao perceber alterações na função sexual é um passo importante para preservar não apenas a vida sexual, mas também a saúde do coração. Se você tem dúvidas sobre a relação entre a disfunção erétil e os problemas do coração, não deixe de marcar uma consulta de avaliação com um de nossos especialistas.
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Artigo Publicado em: 17 de fevereiro de 2019 e Atualizado em 27 de março de 2026