Carregando...Impotência Sexual

Impotência Sexual: Causas e Tratamento

Informações Relevantes, Compartilhe:

A “Impotência Sexual”, termo popularmente adotado para a “Disfunção Sexual Erétil” ou “DSE”, é caracterizada pela incapacidade permanente de se obter e/ou manter uma ereção adequada para a boa prática sexual. O homem que apresenta esporadicamente esse tipo de problema não preenche critérios para ser identificado como portador desta condição.

INCIDÊNCIA DO PROBLEMA

A “Impotência Sexual” é cada vez mais frequente, e quanto maior a faixa etária estudada, maior será sua incidência. Acredita-se que no Brasil, cerca de metade dos homens com mais de 40 anos tem alguma queixa relacionada a qualidade de suas ereções.

O MECANISMO DE UMA EREÇÃO NORMAL

A ereção peniana geralmente ocorre como resposta ao estímulo sexual. Estes estímulos sexuais podem ser variados, desde visuais, táteis ou auditivos, até aqueles relacionados à memória ou fantasia de determinadas situações. Estes estímulos são percebidos pelo sistema nervoso central, que promove a dilatação das artérias que levam o sangue aos corpos cavernosos.

Os corpos cavernosos são dois cilindros preenchidos por um tecido muscular trabeculado, semelhante a uma esponja que preenche o interior do pênis. Este tecido também relaxa durante a estimulação sexual, e quando inundado por grande quantidade de sangue torna-se rígido, ocorrendo a ereção propriamente dita. Quando cessados os estímulos ou imediatamente após a ejaculação este mecanismo se reverte: as artérias que levam o sangue ao pênis diminuem seu diâmetro e o tecido dos corpos cavernosos entra em contração. O sangue deixa de ocupar os corpos cavernosos e o pênis torna-se flácido novamente.

O QUE PODE COMPROMETER A CAPACIDADE DE EREÇÃO DO HOMEM?

A impotência sexual pode ter várias origens ou causas, sejam elas físicas ou psicológicas. Aliás, não é infrequente observarmos uma combinação de ambos provocando o problema.

1. CAUSAS “FÍSICAS”:

Envelhecimento: O processo de envelhecimento é global, acometendo todos os órgãos e sistemas do corpo humano. Os nervos (responsáveis pela condução dos estímulos), os vasos sanguíneos (responsáveis pelo enchimento do pênis) e o tecido dos corpos cavernosos também sofrem as consequências do passar do tempo, tendo suas funções comprometidas.

Diabetes Mellitus: É certamente um dos grandes vilões, pois pode provocar lesão dos nervos (neuropatia diabética) e também dos vasos sanguíneos (vasculopatia diabética). Acredita-se que em homens portadores de diabetes mellitus do tipo I (dependente de insulina), a incidência de algum grau de impotência sexual erétil ao longo da vida pode aproximar-se de 90%!

Tabagismo: O hábito de fumar provoca lesões nos nervos e vasos sanguíneos, além de acelerar o processo de envelhecimento do tecido peniano. Quanto maior o tempo e a quantidade de cigarros consumidos ao dia, maior o potencial e a gravidade do problema. Lamentavelmente, este dano pode ser irreversível!

Hipertensão Arterial: Assim como no tabagismo, a hipertensão arterial não controlada pode provocar lesões nos vasos sanguíneos (aterosclerose), além de acelerar o processo de envelhecimento do tecido peniano.

Deficiência Hormonal: A baixa de testosterona pode contribuir para diminuição da libido e também da qualidade das ereções.

Doenças Neurológicas: Doenças degenerativas como a esclerose múltipla e a lesão da medula espinhal podem provocar a impotência sexual. A neuropatia crônica decorrente do alcoolismo também é fator de risco.

Doenças Crônicas: O hipotireoidismo (déficit na produção dos hormônios tireoidianos) e a insuficiência renal crônica não compensados podem provocar distúrbios na ereção.

Abuso de Drogas: O uso de drogas ilícitas, como maconha e cocaína, pode levar a disfunção sexual erétil por dano nos seguimentos neurológico e vascular relacionados a ereção.

Câncer de Próstata: O tratamento do câncer de próstata, seja ele por radioterapia ou cirurgia (convencional, laparoscópica ou robótica), pode provocar sérias consequências nos mecanismos de ereção, geralmente pelo dano dos nervos responsáveis pela mesma. Esse déficit pode ser leve, com pouca repercussão na qualidade de vida e boa resposta às medicações de uso oral, ou extremo ao ponto de se resolver exclusivamente com o implante de prótese peniana.

2. CAUSAS “PSICOLÓGICAS”OU “EMOCIONAIS”:

Distúrbios emocionais podem ocasionar ou contribuir para a instalação do problema, geralmente relacionados a quadros depressivos, problemas de relacionamento pessoal ou afetivo, ou situações de “estresse”, muito comuns em nosso dia-dia.

COMO IDENTIFICAR O PROBLEMA?

O diagnóstico é baseado nos sinais e sintomas referidos pelo paciente durante consulta médica, bem como em seus antecedentes pessoais: hábitos de vida, doenças em tratamento, vícios, medicações em uso e cirurgias pregressas. Os sintomas podem ter início abrupto, mas frequentemente se instalam de modo lento, gradual e progressivo.

Os sintomas mais comuns são a dificuldade em obter uma ereção capaz de promover penetração vaginal, ou então a dificuldade em manter o pênis ereto durante período suficiente para se atingir a ejaculação e o orgasmo. É possível encontrarmos diminuição no interesse sexual acompanhando o quadro, bem como a percepção de diminuição na frequência e na rigidez das ereções matinais, aquelas geralmente observadas ao acordar com a bexiga relativamente cheia. Alguns exames laboratoriais e de imagem podem auxiliar no diagnóstico.

TRATAMENTO

O tratamento deve ser realizado por etapas. Em um primeiro momento, deve-se identificar e tratar fatores psicológicos, eventualmente com suporte psicoterápico especializado. Ainda, deve-se identificar e tratar todas as condições orgânicas que possam ser revertidas ou atenuadas. Em uma segunda etapa, desde que não existam contra-indicações, devem ser oferecidas medicações orais que facilitem e intensifiquem o fenômeno da ereção, como a Sildenafila (Viagra), Tadalafila (Cialis) ou Vardenafila (Levitra), entre outras.

No caso de insucesso deve-se partir para a administração de drogas intracavernosas, aplicadas diretamente no interior dos corpos cavernosos. E finalmente, no caso do insucesso destas etapas iniciais, a prótese peniana como medida definitiva.

O conteúdo apresentado nesta sessão tem caráter informativo e educacional. Se você estiver interessado em mais informações, tiver dúvidas ou mesmo se identificar com o problema apresentado, estaremos à disposição para atendê-lo em nossa clínica.

Artigo foi Útil?

Clique em 5 estrelas!

Classificação média: / 5. Contagem de votos:


Informações Relevantes, Compartilhe:
Agende uma Consulta