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Problemas de Ejaculação e Medicações para a Próstata

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Medicações usadas para o tratamento das queixas urinárias consequentes do aumento da próstata podem elevar o risco de disfunção ejaculatória. Conhecida como hiperplasia prostática benigna, a expansão da próstata é mais observada em homens acima dos 40 anos podendo triplicar naqueles com mais de 70.

O tratamento da inicial das queixas obstrutivas requer o uso de fármacos alfa-bloqueadores que podem gerar efeitos colaterais como hipotensão, ejaculação retrógrada, entre outros. Continue acompanhando este artigo para saber mais a respeito da relação entre os problemas de ejaculação e as medicações para a próstata.

Hiperplasia da Próstata – O Que É?

A Hiperplasia da próstata ocorre em quase todos os homens a medida em que eles envelhecem. Ela é caracterizada pelo aumento do tamanho da próstata geralmente após os 35 anos de idade.

Após os 40 anos, a expansão da próstata pode ser mais evidente pela presença de sintomas como a micção frequente, diminuição da força do jato urinário ou dificuldade de esvaziamento completo da bexiga.

Hiperplasia da Próstata – Diagnóstico e Tratamento

Assim como em outras doenças, o diagnóstico da HBP é baseada principalmente nos sintomas relatados ao médico, e também no resultado de uma série de exames, sendo mais comuns:

  • Toque retal;
  • Ultrassom;
  • Estudos do fluxo de urina.

Após a junção de todos os dados, um médico urologista poderá estabelecer um diagnóstico a respeito do caso e indicar o melhor tratamento a ser seguido dependendo dos sintomas e suas intensidades.

Geralmente em casos mais severos a cirurgia é indicada como melhor alternativa, já em casos considerados leves ou intermediários, o uso de fármacos pode ser prescrito pelo médico responsável. No entanto esses medicamentos podem contribuir para o aumento do risco de disfunções sexuais, incluindo a disfunção ejaculatória.

Problemas de Ejaculação e Medicações para a Próstata

De acordo com os achados de estudos apresentados no 29° Congresso Anual da Associação Européia de Urologia, realizado em abril de 2014 na Suécia, as medicações usadas para o tratamento do aumento da próstata podem aumentar o risco de disfunção ejaculatória.

O Dr. Mauro Gacci, da Universidade de Florença (Itália) e seus colaboradores analisaram os dados de aproximadamente 30 mil pacientes que participaram de estudos utilizando medicações para facilitar a micção (os chamados “alfa-bloqueadores”, medicações que relaxam a próstata, facilitando a passagem da urina). Esses pacientes apresentaram um risco 6 vezes maior de apresentar distúrbios de ejaculação quando comparados a pacientes que não utilizaram estas medicações.

Esses pesquisadores também avaliaram a influência de outro tipo de medicação utilizada nos tratamentos do aumento da próstata, os chamados inibidores da 5-alfa redutase (medicações que bloqueiam o crescimento da próstata). Esses pacientes tiveram uma chance quase 3 vezes maior de apresentar problemas de ejaculação.

Esse tipo de medicamento inibidor bloqueia a atividade da testosterona sobre as células que agem na próstata, interrompendo assim seu crescimento. Os estudos dessa droga, realizados ainda na década de 80, observaram que a diminuição do tamanho da próstata, não era necessariamente acompanhada de alívio dos sintomas na mesma proporção. Provavelmente devido ao fato de que o que mais importa é o formato que a próstata cresce e não o quanto ela cresce.

Estes trabalhos reforçam a importância de avaliar os Problemas de Ejaculação e Medicações para a Próstata, visto que o uso de certas medicações age diretamente na próstata de homens portadores de problemas relacionados à ejaculação.

Artigo publicado em: 17/02/2019.

Artigo atualizado em: 04/07/2019.

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